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Mostrando postagens de maio, 2016

Amor é síntese - Mário Quintana

Por favor não me analise Não fique procurando cada ponto fraco meu. Se ninguém resiste a uma análise profunda Quanto mais eu... Ciumento, exigente, inseguro, carente Todo cheio de marcas que a vida deixou Vejo em cada grito de exigência Um pedido de carência, um pedido de amor. Amor é síntese É uma integração de dados Não há que tirar nem pôr Não me corte em fatias Ninguém consegue abraçar um pedaço Me envolva todo em seus braços E eu serei o perfeito amor.

Bilhete - Mário Quintana

Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Sem título - Fernando Pessoa

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

A música - D'Martini

Já cultuavam os gregos a musa Euterpe Davi e Salomão por meio dela entoavam seus salmos.. Ambos entendiam que a Música tem o poder de elevar nossa vã mortalidade tornando-nos audíveis ao ser Divino! E assim, para cada ser se apresenta multifacetada, ultrapassa o tempo diminui a distância Aproxima vidas, Nos eleva Nos refaz.. março, 2009

Minha desgraça - Álvares de Azevedo

Minha desgraça não é ser poeta, Nem na terra de amor não ter um eco... E, meu anjo de Deus, o meu planeta Tratar-me como trata-se um boneco... Não é andar de cotovelos rotos, Ter duro como pedra o travesseiro... Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido cujo sol (quem mo dera) é o dinheiro... Minha desgraça, ó cândida donzela, O que faz que meu peito assim blasfema, É ter por escrever todo um poema E não ter um vintém para uma vela. In: AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos.São Paulo: Paulus, 2005. p. 148

A T... - Álvares de Azevedo

No amor basta uma noite para fazer de um homem um Deus. Propércio Amoroso palor meu rosto inunda, Mórbida languidez me banha os olhos, Ardem sem sono as pálpebras doridas, Convulsivo tremor meu corpo vibra... Quanto sofro por ti! Nas longas noites Adoeço de amor e de desejos... E nos meus sonhos desmaiando passa A imagem voluptosa da ventura: Eu sinto-a de paixão encher a brisa, Embalsamar a noite e o céu sem nuvens; E ela mesma suave descorando Os alvacentos véus soltar do colo, Cheirosas flores desprazir sorrindo           Da mágica cintura. Sinto na fronte pétalas de flores, Sinto-as nos lábios e de amor suspiro... Mas flores e perfumes embriagam... E no fogo da febre, e em meu delírio Embebedam na minh'alma enamorada           Delicioso veneno. Estrela de mistério! em tua fronte Os céus revela e mostra-me na terra, Como um anjo que dorme, a tua imagem E teus encantos, onde amor e...

Sem título - Goethe

Esta é a verdadeira estação do amor, quando acreditamos que só nós podemos amar, que ninguém nunca amou antes assim nem amará depois de nós...

Sem título - D'Martini

A chuva cai lá fora E agora? Meu coração está vazio... Minha alma é só lamento! Já não quero fazer rimas Elas não podem descrever Aquilo que tento sempre esconder Só restaram-me as lágrimas! E por que elas machucam tanto? Ao contornar minha pele Seguem em meu rosto Tatuando profundas marcas... Revivo cada instante... Com um desejo latente De que essa chuva passe E que a luz em mim novamente irradie! Maio, 2016